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sábado, 7 de maio de 2011

Pelas barbas de Odin! este filme é bom!!

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Eu sei que não é muito bom explicar a piada, mas peço que lembrem que a Natalie Portman fez um filmes junto com a gatíssima Mila Kunis em Cisne Negro.



Thor (Thor, EUA 2011)

Direção: Kenneth Branagh

Estrelando: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård


Desde a iniciativa da Marvel de tomar as rédeas das suas criações para o cinema em 2008 com o aclamado "Homem de Ferro", a grande força atrás dos filmes da "Marvel Studio" está na continuidade e conexões entre o filmes dos heróis para culminar na encontro deles em "Vingadores", o principal super-grupo do universo da Mavel (mas que muita gente toma em conta como uma Liga da Justiça de pobre)

Com dois filmes do Homem-de-Ferro e um reboot do "Incrível Hulk", é chegada a hora de Thor, o Vicking espacial que luta com um martelo mágico e provavelmente um dos persogens mais estranhos e com as histórias mais bizarras de toda a Marvel. Sério, essa versão do deus nórdico do trovão já enfrentou tudo e passou por muito. Ser transformado em um sapo é uma das histórias mais normais do herói para terem noção.

Então se fazer uma adaptação para o cinema com super-heróis com mais quase meio século de vida já é complicado, imaginem escrever um script para um personagem como Thor? Este filme tinha de tudo para sair errado.

E não é que o diretor Kenneth Branagh, conhecido ator por sua formação teatral e diretor de filmes inspirados em composições de Mozart, como a "Flauta Mágica", uma aposta estranha para um super-herói estranho, conseguiu entregar um bom filme no final das contas.

Thor não é desprovido de falhas, que são muitas, mas o conto do Deus do trovão que por arrogância e teimosia reacende as chamas da guerra entre Asgard (a moradia dos deuses nórdicos) e assim é banido por seu pai, Odin,  para reino dos mortais para aprender uma lição em humildade está acessível a todos, sejam fãs dos quadrinhos ou não.

O poder de síntese do script é impressionante, apresentando os deuses, seus inimigos os gigantes de gelo de Jouthenheim e os protagonistas sem nunca perder o compasso, ainda que algum personagens não produzem o efeito que deveriam, como trio de guerreiros amigos de Thor, pois nem de perto ganham o tempo de tela necessários para se apresentarem propriamente. Mas isso é relevado quando o protagonista se mostra mais do que capaz. Hemsworth consegue passar sem problemas algum o misto de simpatia e arrogância que gostamos de ver mos nossos heróis exibidos mas ele também possui a chave para qualquer filme de super-herói funcionar: ele está se divertindo com sua fantasia, ele é o deus do Trovão e adora isso.

E quando a história faz a transição de Asgard para Terra e somos apresentados ao interesse romântico Jane Foster (Portman) e o filme desacelera das lutas e apresentações do primeiro ato. É ai que Thor perde um pouco do embalo, enquanto é fácil se empolgar com personagens maiores que a vida, a grandiosidade de Asgard (ainda que seja em CGI) e Anthony Hopkins como Odin, o segundo ato serve mais como exposição e e ligação da continuidade com os outros filmes da Marvel, e isso inclui é claro a SHIELD, citações a Tony Stark (o Homem de Fero) e até mesmo a "introdução" de outro membro dos vingadores. Enquanto isso é bacana para quem saca dos quadrinhos, sem dúvida para quem não está por dentro de toda a história vai ficar perdido e entediado. Isso pode parecer injusto com o filme, mas Thor não é uma série ou uma continuação e portanto deve se bastar em si próprio.

E fechando em um fraco terceiro ato, mostrando a transformação do vilão Loki (Hiddleston) de um irmão ciumento para um personagem tráfico, e que ficou bem descaracterizado do material original, Thor é o penúltimo filme até o grande encontros dos Vingadores em 2012 e até agora a Marvel fez um bom trabalho em manter tanto os fãs em quadrinhos contentes quanto o público em geral satisfeito, o que não é fácil.

Quanto ao elenco de apoio, como citei os amigos de Thor, o restante também não ganha tempo algum para deixar marca. Sejam eles alívios cômicos ou super agentes da Shield, eles entram e saem sem impacto algum na audiência. A exceção fica com Idris Elba como Heimdall, o guardião da ponte entre os mundos. Com a sua estatura e voz profunda, ele deixa uma impressão de um ser extremamenete poderoso sem nem precisar levantar a espada. Por outro lado Rene Russo foi completamente esquecida como Frigga, a mãe de Thor… uma pena.

Obviamente o longa se segura muito na CGI, mas o diretor bem que insiste em trazer toda a sua bagagem teatral para os deuses de Asgard, sendo que cada cena com personagens que usam capacetes ridículos e chifres enormes são encenadas como uma grandiosa opera, e eu não gostaria que fosse de outra forma.

Thor basicamente é uma história de redenção, só que com deuses Vikings. Tem todos os elementos: Protagonista arrogante mas charmoso (e olha, eu até estou corado só de lembrar do Hemsworth, ui), um interesse romântico que ajuda na jornada do herói e um vilão traiçoeiro
Um aposta arriscada do estúdio da Marvel que no final das contas saiu ganhando ainda que com poucos pontos realmente positivos, como a composição muito boa de um mundo de fantasia e um protagonista que exala carisma. Felizmente ele são fortes o bastante para que todos aproveitem o estrondo do Deus do Trovão. Agora vamos ver como o Capitão America se sai no meio do ano.

Nota: 7,5

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